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11 de abril, 2016
Sucesso é uma coisa que todo mundo busca, mas que ninguém sabe dizer direito o que é. Isso significa que nós corremos loucamente atrás de um conceito que mal sabemos definir.

Será que sucesso equivale a ganhar dinheiro?

Será que sucesso é construir uma carreira admirada pelos outros?

Será que sucesso é ter orgulho daquilo que você faz?

Será que sucesso é se realizar profissionalmente?

Será que sucesso é tudo isso? Ou nada disso?

Eu penso que sucesso talvez seja estar satisfeito consigo mesmo, tocando a vida com paz de espírito, com a mente tranquila, com o coração sereno.

Sucesso talvez seja acordar todo dia bem disposto. E dormir sempre com a consciência tranquila, em harmonia com os outros – e com o seu próprio coração.

Sucesso talvez seja ter um número maior de dias felizes do que de dias tristes ao longo da semana. E ter mais risadas estampadas no seu rosto do que cenhos franzidos em reuniões insuportáveis, em interlocuções tensas, em atividades sem sentido.

Sucesso é experimentar mais alegrias do que angústias no desenrolar de um ano.

Sucesso talvez seja ter equilíbrio e felicidade em todos os campos da vida, e não apenas no campo do trabalho e dos negócios. Afinal, quem pode se considerar bem sucedido, por mais dinheiro que ganhe, quando a família está em frangalhos? Quando você não namora mais a sua mulher (ou o seu marido)? Quanto você não tem mais tempo para conviver com os filhos?

E sucesso não é um negócio estático. Que você conquista e pronto. Sucesso é um estado de espírito que você precisa cultivar todo dia. Que é muito difícil de atingir e muito fácil de perder.

Sucesso também não é algo absoluto. Não existe um voo sem escalas do “insucesso” até o “sucesso”. Não é assim que a vida acontece. Há uma infinidade de gradações entre um ponto e outro nessa régua.

E sucesso muitas vezes angustia. Seja para obtê-lo. Seja, depois, para mantê-lo. Ou então para não deixar que o sucesso lhe escravize. Quando o sucesso se torna um peso e um sofrimento para quem o tem, ele deixa de ser digno de se chamar “sucesso”. Aí ele se transforma em ouro de tolo. Em grilhão.

Sucesso mesmo, sucesso de verdade, a gente constrói sem pressa, sem atalhos, sem alavancagens irreais, sem autoenganos nem falsas ilusões. Sucesso, quando chega devagar, chega para ficar.



Adriano Silva é jornalista, publisher do Projeto Draft e autor dos livros O Executivo Sincero (que dá nome à sua coluna na rádio CBN) e Ansiedade Corporativa. Voltar






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